quarta-feira, agosto 17, 2011
domingo, junho 22, 2008
SAÚDE, UM NEGÓCIO.
Cresci a ouvir esta máxima: "com a saúde não se brinca". Mas, hoje ao passar os olhos pelos jornais online deparei com a notícia que levanta a suspeita de que alguém anda a brincar com a nossa saúde.Segundo Isabel Vaz, "o objectivo não é perder clientes, que até podem ir a outro lado".
Esta afirmação não agradará certamente à comunidade médica, se esse "outro lado" for Cuba, atentas as afirmações recentes do Director do Serviço de Oftamologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, de que os doentes Portugueses deslocados a Cuba corriam sérios riscos, pois o país em questão era "tecnicamente atrasado". Só por ódio político se pode fazer uma afirmação tão grosseira e isenta de verdade!
Além de haver quotas de primeiras consultas, "porque os médicos têm de seguir outros doentes", ... "há quotas a nível global para cada cliente. Não podemos ter no hospital só doentes da ADSE", que já representa 20% do negócio.
Negócio?!!! Qual negócio?! A saúde?!
O estabelecimento de quotas justifica-se sobretudo porque "há movimentos no sentido de acabar com a ADSE".
Que movimentos? O governo? A comunidade médico-farmacêutica? As seguradoras?
Todo este discurso é hoje possível, porque os sucessivos governos mais não fizeram do que enfraquecer o papel do Estado no que concerne à defesa dos direitos mais elementares dos cidadãos (saúde, educação, habitação, trabalho). Hoje, falar da "saúde-negócio" é um lugar comum e o cidadão para mais não serve do que pagar impostos!
Maldito capitalismo!
Publicada por
Henrique Monteiro
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22.6.08
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Etiquetas: capitalismo, cidadania, corrupção, interesse público, saúde
quinta-feira, maio 15, 2008
INTERESSE PRIVADO VERSUS INTERESSE PÚBLICO
Depois de lida e relida a notícia, impõem-se os seguintes comentários:
1º- A câmara "esclarece". Esclarece sobre intenções de privados, estrangeiros, com interesses numa freguesia (Cadima) cuja actividade principal é a agricultura (daí o ter que declarar o interesse público da coisa, para poder subtrair uns poucos de milhares de metros quadrados à Reserva Agrícola).
2º- Esclarece que o investidor pretende que no futuro o empreendimento seja "um espaço público" aliás, como convém, por causa do subsídio.
3º- Esclarece que o investidor e o arquitecto são do melhor que há em Madrid (professor/doutor/advogado e professor/doutor/arquitecto) e por isso muito importantes para o concelho, aliás como nestas terras ainda se vive em subserviência aos títulos de doutores e engenheiros (veja-se o site da câmara: só o pessoal menor não tem título!), convém amedrontar um pouco a populaça.
4º- Ao invés, a câmara nunca esclareceu o que acontece com os baldios no Zambujal, lugar que curiosamente, pertence à mesma freguesia. A câmara possui dezenas de cartas que denunciam a prática de abusos de privados (e também de algumas empresas públicas) em terrenos públicos, alguns deles situados em plena R.E.N. (Reserva Ecológica Nacional). Possui também dezenas de requerimentos de munícipes a pedir a delimitação dos terrenos públicos administrados(?) pela câmara e que confrontam com propriedade desses próprios requerentes. A tudo isto, a câmara tem dito nada!
5º- A Associação Cultural e Recreativa do Zambujal, construíu um salão com dimensões inferiores às pretendidas, porque não podia "alargar-se" para a REN, mesmo sendo propriétaria do terreno.
6º- Conclusão:
- Óh ti! Maria... venda-me meio litro de tremoços!
- É pra já, senhor doutor... e por ser para si, vão por esta medida maior!
Publicada por
Henrique Monteiro
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15.5.08
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Etiquetas: interesse público, municípios, obras públicas, RAN, REN, Serviço público
